Mistérios do sexo tântrico

Jornalista foi enviado para fazer depilação íntima
10 de novembro de 2016
Olá, mundo!
15 de dezembro de 2016

Mistérios do sexo tântrico

Muitos homens têm preconceito por essa prática não ter a penetração como foco, mas especialista fala que essa relação permite um orgasmo intenso

O sexo tântrico ideologicamente é uma devoção plena entre amantes (profundo, né?). É conhecido como o grande ritual “Sahaja Maithuna”, ou também como Maha Mudrá, que significa grande gesto. Traduzindo, é um momento em que o casal vivencia uma aproximação sexual e sensual. Ficou curioso? Então entenda como funciona essa prática.

“O sexo tântrico busca extirpar mutuamente a maior gama de prazeres possível, percorrendo e acariciando assim todo corpo, fazendo disso uma longa e intensa preliminar, estimulando o máximo dos sentidos, permitindo um orgasmo muito mais intenso e profundo”, afirma o terapeuta Rodrigo Krhom.

Ele completa dizendo que a prática também é um momento de conexão e união que fortalece a cumplicidade, a estabilidade emocional, a confiança, a autoestima e a sintonia do casal e até dos indivíduos quando estão sozinhos. Essa tipo de relação sexual tem ganhado cada vez mais popularidade. O cantor Di Ferrero e a modelo Isabeli Fontana, por exemplo, disseram recentemente que estão treinando essa prática.

Além do orgasmo

A prática sexual promete ir além do simples orgasmo ejaculatório, pois explora pontos do próprio corpo e do corpo da parceira, assim há uma entrega que propicia um prazer mútuo. Rodrigo diz que, inicialmente, seria bom ter um profissional orientando o que fazer, mas se o casal não quiser, pode optar por procurar vídeos e textos na internet. Dessa forma, a experiência pode ser rasa, porém não deixa positiva para o casal.

Dúvida comum

Tem graça uma prática sexual em que a penetração não é o foco? Essa dúvida gera preconceito e muitos homens acabam resistindo e não querem tentar praticar o sexo tântrico. “Os homens são muito visuais e de certa forma condicionados desde jovens a se preocupar unicamente com o orgasmo ejaculatório através do movimento mecânico masturbatório ou penetração direta”, afirma o terapeuta.

É comum associar a ejaculação ao orgasmo, mas Rodrigo diz que são processos distintos. “Promover um tempo longo de ‘preliminares’ a fim de intensificar o momento chega a ser motivo de extrema afobação e desinteresse por parte dessas pessoas que estão focadas em apenas gozar pela penetração”, expõe.

Benefícios

Além do prazer, essa prática sexual pode trazer benefícios físicos, emocionais e até espirituais, aumenta o libido, eleva a autoestima e o amor próprio. Também aproxima o casal e pode ser uma forma de reestruturar relações. “Novos níveis e sensações de prazer e orgasmos, com ou sem ejaculação, promove um tipo de bem-estar profundo”, conta o terapeuta.

Tempo de duração

Pode esquecer a rapidinha! Rodrigo fala que a média de duração da relação tântrica é de uma hora, mas o ideal é de três a quatro horas, pois deve acontecer tranquilamente. “O importante é não ficarem presos ao tempo para terminar, mas se permitirem curtir a intensidade do momento, se apreciarem e saírem da realidade do tempo”, diz.

Ambiente ideal e toques sutis

A dica do especialista é que o casal fique em um lugar isolado e coloque uma música que agrade ao casal.

Depois de escolher o ambiente e a música, use outros elementos para facilitar a conexão, como velas, incensos, cremes e óleos de massagem. Rodrigo ensina que toque deve ser de forma sutil e delicada. “As mulheres podem usar as unhas levemente ou permitir que o cabelo deslize sobre o corpo do parceiro, já os homens pode explorar a sutileza dos toques leves com as pontas de dedos, sem pressão, cabelos e barba com cuidado para não ferir a pele da parceira”, fala.

Penetração

Outro detalhe que o especialista destaca é que o casal deve ficar um de frente pro outro, para ter o olho no olho e conseguir se abraçar profundamente. Só depois que o casal avança para a penetração. “O orgasmo ejaculatório acaba sendo uma consequência e não o foco do sexo tântrico”, completa o terapeuta.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *